Cientistas anunciam que o genoma do Coronavirus, prov�vel respons�vel pela SARS j� foi mapeado. A conclus�o triste a que chegaram � que ele � diferente de todos os v�rus dessa fam�lia j� conhecidos. E por isso uma terapia ou vacina espec�fica ainda est� longe de ser alcan�ada.
Pesquisadores do Canad� discordam que o agente patog�nico seja realmente um coronav�rus, uma vez que apenas um percentual pequeno dos contaminados nesse pa�s apresentam o v�rus.
E as pessoas que est�o sobrevivendo, est�o sendo liberadas pelas autoridades sanit�rias para voltarem a guiar suas vidas, at� que algu�m levantou a hip�tese de que essas v�timas da SARS, uma vez curadas, s�o portadoras do v�rus e poderiam infectar outras pessoas. Tal como ocorreria com uma gripe comum, o v�rus ficaria latente, com potencial para novas infec��es. Estudos preliminares indicam realmente que isso aconte�a com um percentual dos pacientes tratados. Ainda existe muita coisa a se descobrir realmente sobre essa doen�a.
A epidemia da superpneumonia asi�tica � a primeira grande epidemia de gripe no mundo globalizado e com informa��es em tempo-real. Como as fronteiras s�o barreiras virtuais hoje em dia, doen�as emergentes rapidamente se espalham. Entretanto a avan�ada rede de telecomunica��es existente permite que se saiba o que acontece em praticamente qualquer lugar ermo do mundo. Basta que haja um computador e uma conex�o com a internet. E � isso que ainda nos d� uma pequena garantia de dar o passo antes da cat�strofe nos envolver.
At� a pr�xima conex�o.
domingo, maio 04, 2003
Boa noite! No ar mais uma edi��o de Pr�tonsNEWS.
Vida... Nos temos como escolhidos e selecionados, uma vez que temos consci�ncia de n�s mesmos. E tamb�m por causa disso, ansiamos por n�o estarmos sozinhos nesse quase infinito universo (entenda como universo infinito apenas uma met�fora, uma vez que as dist�ncias s�o t�o grandes que s�o incompar�veis em padr�es humanos). Os escritores de fic��o-cient�fica s�o artistas em descreverem como ser� um desses encontros. O astr�nomo Carl Sagan dizia ser um desperd�cio de oportunidades existir apenas n�s como criaturas pensantes no universo, mas era enf�tico ao dizer que a possibilidade de virmos a nos encontrar um dia serem demasiada remotas. O universo deve pulsar de vida, na grande maioria formas simples, mas ainda assim vivas.
Os cientistas sabem que a vida n�o � um privil�gio da Terra. As condi��es b�sicas que existiam aqui, podem existir em muitos outros planetas, no sistema solar temos Marte que encaixa-se nessa categoria.
Como seria a vida extra-terrestre? Gra�as a um grupo de bact�rias genericamente chamadas de extrem�filas, hoje existem muitas pistas de prov�veis ambientes para vida, geralmente em condi��es bem in�spitas. Em nosso planeta n�o h� recanto onde n�o existam mic�bios: fendas vulc�nicas no assoalho oce�nico (tamb�m conhecidas como chamin�s marinhas), sob camadas de gelo eterno na Ant�rtida e at� a 40km de altura do n�vel do mar (algo como 5X a altitude do Monte Everest). S�o organismos adaptados para sobreviver em temperaturas aonde cozinhar�amos ou congelar�amos. Em ambientes t�o salinos que nos tornar�amos charque ou em pH t�o baixo que dissolver�amos. Suas vias metab�licas n�o s�o baseadas em carbono, como a de quase todas as criaturas da superf�cie. Alimentam-se e produzem energia com o que o ambiente tem de dispon�vel. Nas fendas vulc�nicas, as bact�rias est�o no in�cio da cadeia alimentar, posi��o ocupada pelas plantas para n�s.
A variedade de microorganismos na Terra � espantosa. Uma bact�ria chamada Deinococcus radiodurans � capaz de resistir a doses de radia��o gama milhares de vezes acima do limite de letalidade em seres humanos. Inclusive o primeiro contato dos cientistas com essa pequena guerreira (n�o sem motivo conhecida como Conan pelos microbiologistas) foi ao se fazer testes em carne bovina irradiada em 1956. A irradia��o de alimentos � considerada uma das mais eficazes maneiras de esterilizar sem altera��o de sabor, sendo usada tamb�m em produtos farmac�uticos.
A D. radiodurans ainda � capaz de sobreviver a subst�ncias qu�micas que afetam o DNA e � desidrata��o severa, ou seja, uma grande candidata a viajante estelar que chegou ao nosso planeta com algum aster�ide ou cometa.
Nas chamin�s oce�nicas, a �gua � expelida a quase 400�C e o contato com o ambiente externo quase � temperatura de congelamento, faz que precipitem in�meros minerais, principalmente sulfeto de ferro. A teia alimentar est� baseada na quimioss�ntese, aonde as bact�rias metabolizam o enxofre gerando biomassa (ao se alimentarem, elas geram energia para que se reproduzam) e assim mant�m todo o ecossistema desses "o�sis" das profundezas. No site da Nationa Geographic existe uma pequena introdu��o e algumas fotos dessas comunidades das profundezas.
O cientista Peter Doran, da Universidade de Illinois, recentemente descobriu uma comunidade microbiana de 2800 anos em um lago da Ant�rtida selado por uma camada de gelo eterno, o lago Vida. A temperatura da �gua local � de -10�C, bam abaixo da temperatura de congelamento da �gua pura. Em Astrobiology Magazine existe um artigo relatando a expedi��o e os primeiros resultados.
A cada local in�spito em que os cientistas encontram vida, chegamos mais perto de descobrir que o Universo pode manter organismos, ainda que simples, nas condi��es de m�xima adversidade, pelo menos para n�s, seres humanos.
At� a pr�xima conex�o.
Vida... Nos temos como escolhidos e selecionados, uma vez que temos consci�ncia de n�s mesmos. E tamb�m por causa disso, ansiamos por n�o estarmos sozinhos nesse quase infinito universo (entenda como universo infinito apenas uma met�fora, uma vez que as dist�ncias s�o t�o grandes que s�o incompar�veis em padr�es humanos). Os escritores de fic��o-cient�fica s�o artistas em descreverem como ser� um desses encontros. O astr�nomo Carl Sagan dizia ser um desperd�cio de oportunidades existir apenas n�s como criaturas pensantes no universo, mas era enf�tico ao dizer que a possibilidade de virmos a nos encontrar um dia serem demasiada remotas. O universo deve pulsar de vida, na grande maioria formas simples, mas ainda assim vivas.
Os cientistas sabem que a vida n�o � um privil�gio da Terra. As condi��es b�sicas que existiam aqui, podem existir em muitos outros planetas, no sistema solar temos Marte que encaixa-se nessa categoria.
Como seria a vida extra-terrestre? Gra�as a um grupo de bact�rias genericamente chamadas de extrem�filas, hoje existem muitas pistas de prov�veis ambientes para vida, geralmente em condi��es bem in�spitas. Em nosso planeta n�o h� recanto onde n�o existam mic�bios: fendas vulc�nicas no assoalho oce�nico (tamb�m conhecidas como chamin�s marinhas), sob camadas de gelo eterno na Ant�rtida e at� a 40km de altura do n�vel do mar (algo como 5X a altitude do Monte Everest). S�o organismos adaptados para sobreviver em temperaturas aonde cozinhar�amos ou congelar�amos. Em ambientes t�o salinos que nos tornar�amos charque ou em pH t�o baixo que dissolver�amos. Suas vias metab�licas n�o s�o baseadas em carbono, como a de quase todas as criaturas da superf�cie. Alimentam-se e produzem energia com o que o ambiente tem de dispon�vel. Nas fendas vulc�nicas, as bact�rias est�o no in�cio da cadeia alimentar, posi��o ocupada pelas plantas para n�s.
A variedade de microorganismos na Terra � espantosa. Uma bact�ria chamada Deinococcus radiodurans � capaz de resistir a doses de radia��o gama milhares de vezes acima do limite de letalidade em seres humanos. Inclusive o primeiro contato dos cientistas com essa pequena guerreira (n�o sem motivo conhecida como Conan pelos microbiologistas) foi ao se fazer testes em carne bovina irradiada em 1956. A irradia��o de alimentos � considerada uma das mais eficazes maneiras de esterilizar sem altera��o de sabor, sendo usada tamb�m em produtos farmac�uticos.
A D. radiodurans ainda � capaz de sobreviver a subst�ncias qu�micas que afetam o DNA e � desidrata��o severa, ou seja, uma grande candidata a viajante estelar que chegou ao nosso planeta com algum aster�ide ou cometa.
Nas chamin�s oce�nicas, a �gua � expelida a quase 400�C e o contato com o ambiente externo quase � temperatura de congelamento, faz que precipitem in�meros minerais, principalmente sulfeto de ferro. A teia alimentar est� baseada na quimioss�ntese, aonde as bact�rias metabolizam o enxofre gerando biomassa (ao se alimentarem, elas geram energia para que se reproduzam) e assim mant�m todo o ecossistema desses "o�sis" das profundezas. No site da Nationa Geographic existe uma pequena introdu��o e algumas fotos dessas comunidades das profundezas.
O cientista Peter Doran, da Universidade de Illinois, recentemente descobriu uma comunidade microbiana de 2800 anos em um lago da Ant�rtida selado por uma camada de gelo eterno, o lago Vida. A temperatura da �gua local � de -10�C, bam abaixo da temperatura de congelamento da �gua pura. Em Astrobiology Magazine existe um artigo relatando a expedi��o e os primeiros resultados.
A cada local in�spito em que os cientistas encontram vida, chegamos mais perto de descobrir que o Universo pode manter organismos, ainda que simples, nas condi��es de m�xima adversidade, pelo menos para n�s, seres humanos.
At� a pr�xima conex�o.
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