quinta-feira, maio 15, 2008

Aurora Borealis


Em tempos de mudanças climáticas e extinção em massa de espécies (inclusive com a nossa em risco), temos a opinião pública olhando mais cuidadosamente para nosso planeta. Nossos olhos abrem-se para a realidade que essa terceira pedra a partir do Sol é frágil.

A foto ao lado trata-se de aurora boreal, tirada a bordo de um ônibus espacial americano. Este espetáculo é proporcionado pela interação de partículas dos ventos solares quando se chocam com os átomos e moléculas das camadas mais externas de nossa atmosfera (ionosfera). é visto em terra, nas regiões ao norte do planeta, também é um espetáculo quando visto acima da atmosfera.
Pobre planeta, tão maltratado...
Até o próximo post.

sábado, junho 26, 2004

Boa noite! Edição especial do PrótonsNEWS!


O link acima é para a home-page do programa da Nasa, com o Jet Propulsion Laboratory a frente, de busca de planetas no universo que sejam parecidos com a Terra. Dr. Carl Sagan estaria feliz!

Boa noite! Mais um PrótonsNEWS!

Após um longo tempo, estamos de volta.
O assunto quente do momento é novamente o domínio do espaço. Após uma grande estagnação com o fim da corrida especial junto com o fim da URSS. Sem um competidor, a NASA se viu sem uma função definida para o governo americano. A voz de seus críticos começou a ser ouvida e a agência viu seu orçamento diminuindo ano após ano.
O mesmo tipo de argumento usado aqui para frear os investimentos do governo na exploração espacial é usado lá: este dinheiro é mais necessário aqui aonde as pessoas ficam doentes, passam fome, precisam de educação do que em pesquisas para colocar humanos fora da Terra. É um argumento imediatista e perigoso também para o desenvolvimento tecnológico da humanidade. Já imaginaram se quando criaram a primeira roda, alguém convencesse os outros de que era besteira investir naquilo, que seria melhor ir caçar e coletar para garantir o inverno?
O investimento na pesquisa espacial é realmente caro, mas o seu retorno para todos é incomensurável! Grande parte de nossa tecnologia atual foi fruto da corrida travada entre EUA e URSS nos anos 50-60 pela supremacia mundial. Computadores são necessários para processar todas as informações matemáticas de um lançamento e o planejamento de uma missão. Meios de comunicação eficientes e com mínimo de ruídos para o controle da espaçonave e para o envio/recebimento de informações. Novos materiais que tornaram nossos objetos aqui na terra mais leves e mais seguros.
Mesmo com tantos frutos, o desenvolvimento aeroespacial está sempre ameaçado pelas pessoas de pouca visão. A situação do programa espacial brasileiro é de deixar qualquer cientista deprimido. Prefiro ficar com o físico americano Carl Sagan: "O futuro da humanidade está no espaço".
Mas este post não é para se lamentar. É para comemorar! Estamos em meio a uma corrida de empresas particulares pela viabilização de vôos espaciais e com as primeiras imagens da Missão Cassini-Huygens ao fascinante planeta dos anéis, Saturno.
Sobre a missão, recomendo urgentemente uma visita ao site oficial em:
Cassini-Huygens Home, lá se encontram as notícias em tempo real sobre a posição da espaçonave e suas fotos.
A outra manchete sobre a corrida espacial envolve interesses comerciais. E merece um post só sobre ela. Então até breve!

quarta-feira, março 03, 2004

Boa noite! Mais um PrótonsNEWS!

Direto da agência FAPESP:

BIOINSETICIDA CONTRA MOSQUITO DA DENGUE

Agência FAPESP - O Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) desenvolveu um bioinseticida capaz de combater o mosquito da dengue, Aedes Aegypti, sem oferecer riscos ao meio ambiente.
O produto, resultado de uma parceria entre o IPT, a empresa Bthek Biotecnologia, de Brasília, e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), apresenta uma série de vantagens em relação aos inseticidas químicos utilizados no combate aos mosquitos.
O bioinseticida utiliza como princípio ativo a bactéria Bacillus thuringiensis, predadora natural de diferentes insetos. Comparado com o inseticida químico convencional, ele não apresenta perigo por ser biodegradável, enquanto os outros são tóxicos e permanecem no ambiente durante muito tempo, podendo causar uma série de problemas à fauna e a flora. Além disso, por ser produzido por bactérias encontradas no meio ambiente, o bioinseticida se caracteriza por apresentar em sua composição um material mais natural que não agride o ambiente.
Além de ser biodegradável, uma grande vantagem do produto é que, ao realizar o controle biológico das pragas, o bioinseticida tem uma ação específica em relação a um certo gênero, disse Maria Filomena de Andrade Rodrigues, pesquisadora responsável pelo Laboratório de Microbiologia Industrial do IPT, à Agência FAPESP.
Esta característica faz com que o bioinseticida elimine apenas alguns insetos alvos, ao contrário do inseticida comum, que atinge todos os insetos que estiverem na região. Assim, não se mata insetos como borboletas e formigas, por exemplo, disse.
A bactéria Bacillus thurigiensis produz uma endotoxina que, ao ser ingerida pela larva do inseto, causa danos no trato gastrointestinal, provocando sua morte. A bactéria ataca as larvas do Aedes aegypti, transmissor da dengue, que se reproduz em águas limpas e paradas.
Outra característica relevante é que os bioinseticidas atuam na larva do inseto, enquanto os inseticidas químicos atuam sobre a forma adulta do inseto, disse Maria Filomena. Por isso que, para apresentar resultados positivos, os bioinseticidas devem ser aplicados, no caso da dengue, em águas paradas onde o inseto se prolifera.

Desenvolvimento conjunto

O IPT desenvolveu o processo de fermentação e melhoramento da parte biotecnológica dos bioinseticidas, criando uma formulação líquida para o produto, Além de oferecer uma assessoria à empresa Bthek Biotecnologia no desenho da planta industrial e de engenharia em todos os processos de produção. A Embrapa, por sua vez, fez a avaliação da atividade biológica do produto em Laboratório, sendo que a avaliação em campo ficou por conta da Bthek.
Segundo Maria Filomena, a Bthek está montando uma estratégia de mercado para fomentar a produção em escala industrial. Os bioinseticidas serão produzidos industrialmente em reatores de 10 mil litros, já que o objetivo da empresa é produzir de 300 a 500 toneladas por ano do produto, disse.
O bioinseticida será comercializado na forma líquida e deve chegar ao mercado em 2004. As regiões Norte e Nordeste serão as principais localidades do Brasil a se beneficiarem com o produto, que será aplicado em locais abertos, como campos e lagoas. Para o uso em domicílios e em grandes centros, o bioinseticida ainda requer algumas modificações, como por exemplo sua forma de apresentação em pastilhas, sachês, pó ou gel.


Será que conseguiremos controlar a praga de todos os verões do Brasil?